{"id":1253,"date":"2025-07-24T13:11:29","date_gmt":"2025-07-24T13:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/?p=1253"},"modified":"2025-08-06T13:11:46","modified_gmt":"2025-08-06T13:11:46","slug":"reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/","title":{"rendered":"Reajustes abusivos nos planos de sa\u00fade coletivos levantam debate sobre a atua\u00e7\u00e3o da ANS e os direitos do consumidor"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>Sem limite imposto pela ag\u00eancia reguladora, aumentos que ultrapassam 25% t\u00eam sido questionados na Justi\u00e7a por falta de transpar\u00eancia e abusividade<\/strong><\/p>\n<p>O aumento anual das mensalidades dos planos de sa\u00fade, especialmente nos contratos coletivos, tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o entre os consumidores brasileiros. Embora a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) estabele\u00e7a um teto para reajustes dos planos individuais e familiares \u2014 que, para o ciclo 2024\u20132025, foi fixado em 6,91% \u2014 os planos coletivos, tanto empresariais quanto por ades\u00e3o, seguem sem qualquer limite pr\u00e9-estabelecido pela ag\u00eancia. Essa liberdade tem resultado em aumentos expressivos que, em alguns casos, chegam a ultrapassar os 25% ou at\u00e9 mesmo 50% ao ano.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a de tratamento se justifica, segundo a ANS, pelo fato de que contratos coletivos envolveriam maior poder de negocia\u00e7\u00e3o entre empresas e operadoras. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, essa negocia\u00e7\u00e3o raramente acontece, especialmente nos chamados &#8220;falsos coletivos&#8221; \u2014 planos firmados por grupos reduzidos de pessoas f\u00edsicas ou pequenas empresas sem v\u00ednculo real, apenas como estrat\u00e9gia para fugir da regula\u00e7\u00e3o dos contratos individuais. Essa estrutura tem se mostrado fr\u00e1gil, j\u00e1 que o consumidor se v\u00ea diante de reajustes elevados e, muitas vezes, da rescis\u00e3o unilateral do contrato sem aviso pr\u00e9vio.<\/p>\n<p>Os tribunais brasileiros t\u00eam sido cada vez mais provocados a se posicionar sobre o tema. Em diversas decis\u00f5es, a Justi\u00e7a tem reconhecido a abusividade desses reajustes, especialmente quando as operadoras n\u00e3o apresentam justificativas claras com base em c\u00e1lculos atuariais e \u00edndices de sinistralidade. A jurisprud\u00eancia dominante considera que os contratos de planos de sa\u00fade, mesmo os coletivos, est\u00e3o submetidos \u00e0s normas do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, e portanto, devem seguir os princ\u00edpios da transpar\u00eancia, da boa-f\u00e9 e da proporcionalidade.<\/p>\n<p>Outro ponto sens\u00edvel \u00e9 o acesso dos consumidores \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que embasam os aumentos. \u00c9 comum que os benefici\u00e1rios n\u00e3o recebam documentos ou planilhas que justifiquem os \u00edndices aplicados, o que vai de encontro \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor. Diante disso, \u00e9 poss\u00edvel \u2014 e tem sido comum \u2014 que usu\u00e1rios recorram \u00e0 Justi\u00e7a para limitar o reajuste ao percentual autorizado pela ANS para os planos individuais ou para pleitear o reembolso dos valores pagos a mais nos \u00faltimos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A ANS, por sua vez, tem sido criticada por n\u00e3o atuar com maior rigor na regulamenta\u00e7\u00e3o dos planos coletivos. Especialistas apontam que a aus\u00eancia de um teto favorece pr\u00e1ticas comerciais prejudiciais, colocando o consumidor em posi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e desprote\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, mesmo ap\u00f3s anos de v\u00ednculo com a operadora, o benefici\u00e1rio \u00e9 surpreendido por reajustes desproporcionais ou cancelamentos unilaterais \u2014 inclusive durante tratamentos m\u00e9dicos em andamento.<\/p>\n<p>Em meio a esse cen\u00e1rio, crescem os questionamentos sobre a efetividade do modelo atual de regula\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade no Brasil. A discuss\u00e3o gira em torno da necessidade de revis\u00e3o das normas que regem os planos coletivos, com o objetivo de garantir mais seguran\u00e7a, previsibilidade e equil\u00edbrio nas rela\u00e7\u00f5es entre consumidores e operadoras. At\u00e9 l\u00e1, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que o benefici\u00e1rio acompanhe atentamente os reajustes aplicados, solicite os documentos que comprovem a base de c\u00e1lculo e, caso identifique abusos, busque apoio jur\u00eddico para avaliar as medidas cab\u00edveis. Esse pode ser um passo essencial para garantir o equil\u00edbrio contratual e o respeito aos direitos do consumidor.<\/p>\n<p><em><strong>Dr. Allan de Oliveira Campos \u2013 Advogado Especializado em Direito M\u00e9dico da Sa\u00fade<br \/>\nOAB\/RJ 163.228<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"emoji\" role=\"img\" draggable=\"false\" src=\"https:\/\/s.w.org\/images\/core\/emoji\/15.0.3\/svg\/1f4de.svg\" alt=\"\ud83d\udcde\" \/>\u00a0(21) 98322-2913<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"emoji\" role=\"img\" draggable=\"false\" src=\"https:\/\/s.w.org\/images\/core\/emoji\/15.0.3\/svg\/1f4e7.svg\" alt=\"\ud83d\udce7\" \/>\u00a0contato@ceadvogados.com<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"emoji\" role=\"img\" draggable=\"false\" src=\"https:\/\/s.w.org\/images\/core\/emoji\/15.0.3\/svg\/1f4cd.svg\" alt=\"\ud83d\udccd\" \/>\u00a0Rua da Concei\u00e7\u00e3o, 95\/1204, Centro, Niter\u00f3i-RJ<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"gmail_signature\" dir=\"ltr\" data-smartmail=\"gmail_signature\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem limite imposto pela ag\u00eancia reguladora, aumentos que ultrapassam 25% t\u00eam sido questionados na Justi\u00e7a por falta de transpar\u00eancia e abusividade O aumento anual das mensalidades dos planos de sa\u00fade, especialmente nos contratos coletivos, tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o entre os consumidores brasileiros. 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Outro ponto sens\u00edvel \u00e9 o acesso dos consumidores \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que embasam os aumentos. \u00c9 comum que os benefici\u00e1rios n\u00e3o recebam documentos ou planilhas que justifiquem os \u00edndices aplicados, o que vai de encontro \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor. Diante disso, \u00e9 poss\u00edvel \u2014 e tem sido comum \u2014 que usu\u00e1rios recorram \u00e0 Justi\u00e7a para limitar o reajuste ao percentual autorizado pela ANS para os planos individuais ou para pleitear o reembolso dos valores pagos a mais nos \u00faltimos tr\u00eas anos. A ANS, por sua vez, tem sido criticada por n\u00e3o atuar com maior rigor na regulamenta\u00e7\u00e3o dos planos coletivos. Especialistas apontam que a aus\u00eancia de um teto favorece pr\u00e1ticas comerciais prejudiciais, colocando o consumidor em posi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e desprote\u00e7\u00e3o. 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Dr. Allan de Oliveira Campos \u2013 Advogado Especializado em Direito M\u00e9dico da Sa\u00fade OAB\/RJ 163.228 \u00a0(21) 98322-2913 \u00a0contato@ceadvogados.com \u00a0Rua da Concei\u00e7\u00e3o, 95\/1204, Centro, Niter\u00f3i-RJ<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1254,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1253","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.0 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Reajustes abusivos nos planos de sa\u00fade coletivos levantam debate sobre a atua\u00e7\u00e3o da ANS e os direitos do consumidor - Campos e Emerich Advogados<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Reajustes abusivos nos planos de sa\u00fade coletivos levantam debate sobre a atua\u00e7\u00e3o da ANS e os direitos do consumidor - Campos e Emerich Advogados\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Sem limite imposto pela ag\u00eancia reguladora, aumentos que ultrapassam 25% t\u00eam sido questionados na Justi\u00e7a por falta de transpar\u00eancia e abusividade O aumento anual das mensalidades dos planos de sa\u00fade, especialmente nos contratos coletivos, tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o entre os consumidores brasileiros. 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Essa estrutura tem se mostrado fr\u00e1gil, j\u00e1 que o consumidor se v\u00ea diante de reajustes elevados e, muitas vezes, da rescis\u00e3o unilateral do contrato sem aviso pr\u00e9vio. Os tribunais brasileiros t\u00eam sido cada vez mais provocados a se posicionar sobre o tema. Em diversas decis\u00f5es, a Justi\u00e7a tem reconhecido a abusividade desses reajustes, especialmente quando as operadoras n\u00e3o apresentam justificativas claras com base em c\u00e1lculos atuariais e \u00edndices de sinistralidade. A jurisprud\u00eancia dominante considera que os contratos de planos de sa\u00fade, mesmo os coletivos, est\u00e3o submetidos \u00e0s normas do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, e portanto, devem seguir os princ\u00edpios da transpar\u00eancia, da boa-f\u00e9 e da proporcionalidade. Outro ponto sens\u00edvel \u00e9 o acesso dos consumidores \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que embasam os aumentos. \u00c9 comum que os benefici\u00e1rios n\u00e3o recebam documentos ou planilhas que justifiquem os \u00edndices aplicados, o que vai de encontro \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor. Diante disso, \u00e9 poss\u00edvel \u2014 e tem sido comum \u2014 que usu\u00e1rios recorram \u00e0 Justi\u00e7a para limitar o reajuste ao percentual autorizado pela ANS para os planos individuais ou para pleitear o reembolso dos valores pagos a mais nos \u00faltimos tr\u00eas anos. A ANS, por sua vez, tem sido criticada por n\u00e3o atuar com maior rigor na regulamenta\u00e7\u00e3o dos planos coletivos. Especialistas apontam que a aus\u00eancia de um teto favorece pr\u00e1ticas comerciais prejudiciais, colocando o consumidor em posi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e desprote\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, mesmo ap\u00f3s anos de v\u00ednculo com a operadora, o benefici\u00e1rio \u00e9 surpreendido por reajustes desproporcionais ou cancelamentos unilaterais \u2014 inclusive durante tratamentos m\u00e9dicos em andamento. Em meio a esse cen\u00e1rio, crescem os questionamentos sobre a efetividade do modelo atual de regula\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade no Brasil. A discuss\u00e3o gira em torno da necessidade de revis\u00e3o das normas que regem os planos coletivos, com o objetivo de garantir mais seguran\u00e7a, previsibilidade e equil\u00edbrio nas rela\u00e7\u00f5es entre consumidores e operadoras. At\u00e9 l\u00e1, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que o benefici\u00e1rio acompanhe atentamente os reajustes aplicados, solicite os documentos que comprovem a base de c\u00e1lculo e, caso identifique abusos, busque apoio jur\u00eddico para avaliar as medidas cab\u00edveis. Esse pode ser um passo essencial para garantir o equil\u00edbrio contratual e o respeito aos direitos do consumidor. Dr. Allan de Oliveira Campos \u2013 Advogado Especializado em Direito M\u00e9dico da Sa\u00fade OAB\/RJ 163.228 \u00a0(21) 98322-2913 \u00a0contato@ceadvogados.com \u00a0Rua da Concei\u00e7\u00e3o, 95\/1204, Centro, Niter\u00f3i-RJ\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Campos e Emerich Advogados\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=61551895715380&amp;mibextid=9R9pXO\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-07-24T13:11:29+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-08-06T13:11:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/saude-e1754485878895.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"4 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/#\/schema\/person\/f83534c76457622c0d791075e8662943\"},\"headline\":\"Reajustes abusivos nos planos de sa\u00fade coletivos levantam debate sobre a atua\u00e7\u00e3o da ANS e os direitos do consumidor\",\"datePublished\":\"2025-07-24T13:11:29+00:00\",\"dateModified\":\"2025-08-06T13:11:46+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/\"},\"wordCount\":630,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/saude-e1754485878895.png\",\"articleSection\":[\"Artigos\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/\",\"url\":\"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/\",\"name\":\"Reajustes abusivos nos planos de sa\u00fade coletivos levantam debate sobre a atua\u00e7\u00e3o da ANS e os direitos do consumidor - 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Embora a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) estabele\u00e7a um teto para reajustes dos planos individuais e familiares \u2014 que, para o ciclo 2024\u20132025, foi fixado em 6,91% \u2014 os planos coletivos, tanto empresariais quanto por ades\u00e3o, seguem sem qualquer limite pr\u00e9-estabelecido pela ag\u00eancia. Essa liberdade tem resultado em aumentos expressivos que, em alguns casos, chegam a ultrapassar os 25% ou at\u00e9 mesmo 50% ao ano. Essa diferen\u00e7a de tratamento se justifica, segundo a ANS, pelo fato de que contratos coletivos envolveriam maior poder de negocia\u00e7\u00e3o entre empresas e operadoras. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, essa negocia\u00e7\u00e3o raramente acontece, especialmente nos chamados &#8220;falsos coletivos&#8221; \u2014 planos firmados por grupos reduzidos de pessoas f\u00edsicas ou pequenas empresas sem v\u00ednculo real, apenas como estrat\u00e9gia para fugir da regula\u00e7\u00e3o dos contratos individuais. Essa estrutura tem se mostrado fr\u00e1gil, j\u00e1 que o consumidor se v\u00ea diante de reajustes elevados e, muitas vezes, da rescis\u00e3o unilateral do contrato sem aviso pr\u00e9vio. Os tribunais brasileiros t\u00eam sido cada vez mais provocados a se posicionar sobre o tema. Em diversas decis\u00f5es, a Justi\u00e7a tem reconhecido a abusividade desses reajustes, especialmente quando as operadoras n\u00e3o apresentam justificativas claras com base em c\u00e1lculos atuariais e \u00edndices de sinistralidade. A jurisprud\u00eancia dominante considera que os contratos de planos de sa\u00fade, mesmo os coletivos, est\u00e3o submetidos \u00e0s normas do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, e portanto, devem seguir os princ\u00edpios da transpar\u00eancia, da boa-f\u00e9 e da proporcionalidade. Outro ponto sens\u00edvel \u00e9 o acesso dos consumidores \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que embasam os aumentos. \u00c9 comum que os benefici\u00e1rios n\u00e3o recebam documentos ou planilhas que justifiquem os \u00edndices aplicados, o que vai de encontro \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor. Diante disso, \u00e9 poss\u00edvel \u2014 e tem sido comum \u2014 que usu\u00e1rios recorram \u00e0 Justi\u00e7a para limitar o reajuste ao percentual autorizado pela ANS para os planos individuais ou para pleitear o reembolso dos valores pagos a mais nos \u00faltimos tr\u00eas anos. A ANS, por sua vez, tem sido criticada por n\u00e3o atuar com maior rigor na regulamenta\u00e7\u00e3o dos planos coletivos. Especialistas apontam que a aus\u00eancia de um teto favorece pr\u00e1ticas comerciais prejudiciais, colocando o consumidor em posi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e desprote\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, mesmo ap\u00f3s anos de v\u00ednculo com a operadora, o benefici\u00e1rio \u00e9 surpreendido por reajustes desproporcionais ou cancelamentos unilaterais \u2014 inclusive durante tratamentos m\u00e9dicos em andamento. Em meio a esse cen\u00e1rio, crescem os questionamentos sobre a efetividade do modelo atual de regula\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade no Brasil. A discuss\u00e3o gira em torno da necessidade de revis\u00e3o das normas que regem os planos coletivos, com o objetivo de garantir mais seguran\u00e7a, previsibilidade e equil\u00edbrio nas rela\u00e7\u00f5es entre consumidores e operadoras. At\u00e9 l\u00e1, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que o benefici\u00e1rio acompanhe atentamente os reajustes aplicados, solicite os documentos que comprovem a base de c\u00e1lculo e, caso identifique abusos, busque apoio jur\u00eddico para avaliar as medidas cab\u00edveis. Esse pode ser um passo essencial para garantir o equil\u00edbrio contratual e o respeito aos direitos do consumidor. Dr. Allan de Oliveira Campos \u2013 Advogado Especializado em Direito M\u00e9dico da Sa\u00fade OAB\/RJ 163.228 \u00a0(21) 98322-2913 \u00a0contato@ceadvogados.com \u00a0Rua da Concei\u00e7\u00e3o, 95\/1204, Centro, Niter\u00f3i-RJ","og_url":"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/2025\/07\/24\/reajustes-abusivos-nos-planos-de-saude-coletivos-levantam-debate-sobre-a-atuacao-da-ans-e-os-direitos-do-consumidor\/","og_site_name":"Campos e Emerich Advogados","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=61551895715380&mibextid=9R9pXO","article_published_time":"2025-07-24T13:11:29+00:00","article_modified_time":"2025-08-06T13:11:46+00:00","og_image":[{"width":1024,"height":1024,"url":"https:\/\/ceadvogados.com\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/saude-e1754485878895.png","type":"image\/png"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Tempo estimado de leitura":"4 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